Um em cada quatro idosos brasileiros sofre ao menos uma queda anualmente

Médicos do COP participam de congresso internacional
30 de setembro de 2026
Queda de idosos pode provocar complicações graves

Queda de idosos pode provocar complicações graves

Segundo dados do ELSI-Brasil (Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros), cerca de 25% dos idosos brasileiros sofreram ao menos uma queda no período de um ano.

De acordo com o levantamento, encomendado pelo Ministério da Saúde, as ocorrências são maiores em pessoas com 80 anos ou mais.

O estudo analisa que as quedas são um dos principais problemas de saúde entre a população idosa, causando perda de autonomia, hospitalizações e redução da qualidade de vida.

Os dados revelaram ainda que 1,8% das quedas resultam em fraturas de quadril ou fêmur, consideradas complicações graves para a faixa etária.

Principais causas de quedas entre os idosos

As principais causas de quedas estão relacionadas à própria idade avançada, ou seja, perda de equilíbrio e mobilidade, fraqueza muscular, doenças crônicas ou agudas, uso contínuo de remédios, além de fatores ambientais.

Entre as doenças preexistentes, estão artrose, osteoporose, hérnia de disco, problemas cardíacos e neurológicos, perda de visão ou audição.

Com o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas, muitos idosos mantêm uma rotina ativa, ou seja, trabalham, praticam esportes, viajam.

“A mudança de comportamento, porém, não interrompe a ação da natureza e os idosos permanecem mais propensos a quedas, principalmente no ambiente doméstico”, explica o Dr. Maurício de Moraes, especialista em Quadril no Centro Ortopédico Paulistano.

Fraturas mais comuns em idosos 

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, anualmente, cerca de um milhão de idosos no mundo fraturam o fêmur, sendo 600 mil somente no Brasil.

E 90% destes casos são causados por quedas.

A fratura no fêmur é uma das mais preocupantes nos idosos e ocorre, normalmente, como consequência de uma queda ou acidente doméstico.

De acordo com ortopedista, é comum a fratura do quadril ou do colo do fêmur porque os ossos, nessa faixa etária, são mais frágeis e poróticos.

Além de interferir na qualidade da função motora, a imobilidade pode prejudicar a capacidade cardiorrespiratória, aumentando o risco de embolia pulmonar e de mortalidade.

Tratamento e prevenção

O tratamento para a fratura no fêmur normalmente é cirúrgico, podendo variar entre a colocação de pinos e parafusos até a substituição da articulação com o uso de próteses.

Atualmente, os avanços da Medicina possibilitam técnicas minimamente invasivas para tratar os problemas ortopédicos e diminuir o risco de quedas.

“No entanto, o melhor remédio é a prevenção, ou seja, manter um estilo de vida saudável, praticar atividades físicas, alimentar-se bem, caminhar e mover-se com frequência”, recomenda o médico.

Outras recomendações são usar calçados com sola de borracha e contar com o apoio de bengala ou andador que aumenta a segurança e a estabilidade.

E como a maioria das quedas ocorre no ambiente doméstico, o ortopedista do COP destaca alguns cuidados simples para diminuir o risco de quedas:

– evite tapete ou qualquer objeto que proporcione tropeços (no banheiro, prefira tapetes antiderrapantes);

– jamais arrisque andar sobre piso úmido ou escorregadio;

– deixe os cômodos iluminados e, durante a noite, mantenha alguma luz acesa.

– tenha corrimão dos dois lados da escada e instale barras de apoio nas paredes do banheiro;

– mantenha corredores, caminhos e escadas livres de obstáculos;

– evite andar de meias ou chinelos dentro de casa;

– deixe itens de uso diário em local de fácil acesso para evitar subir em bancos ou escadas.

Para finalizar, o Dr. Maurício de Moraes recomenda avaliações médicas periódicas e auxílio nos casos de limitação da mobilidade.

Em caso de dúvidas sobre como prevenir lesões e fraturas decorrentes de quedas, consulte os especialistas do COP.

Fonte: Comunica – Assessoria em Comunicação