Obesidade aumenta 118% no Brasil e pode agravar problemas ortopédicos

Joelho: saiba mais sobre uma das especialidades do COP
10 de abril de 2026
Obesidade pode agravar problemas ortopédicos

Obesidade pode agravar problemas ortopédicos

O número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados de uma pesquisa divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde.

O levantamento da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), também revelou o crescimento significativo de outras condições, como diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão (31%).

Os resultados da pesquisa são preocupantes, pois revelam um retrato da população brasileira no que se refere a fatores de proteção e de risco para doenças crônicas.

Os médicos do Centro Ortopédico Paulistano alertam que a obesidade é um fator de risco para inúmeras doenças ortopédicas porque causa sobrecarga mecânica, principalmente, nas articulações.

“Em muitos obesos, há ainda o sedentarismo, que acentua a perda da massa magra, piorando esse desbalanço mecânico”, destaca o ortopedista do COP, Dr. Maurício de Moraes, especialista em Coluna e Quadril.

As principais patologias ortopédicas agravadas pela obesidade são:

Artralgias

Artralgias ou dores em uma das articulações podem ser causadas pela obesidade devido à sobrecarga mecânica.

O excesso de peso compromete a função articular, causando no paciente desde uma simples restrição de movimentos até uma limitação completa da mobilidade.

O tratamento atua na causa da dor, envolvendo uso de analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e repouso.

Em casos graves, pode haver necessidade de uma intervenção cirúrgica.

Tendinite glútea

Tendinite glútea é uma das tendinites mais comuns na região do quadril e ocorre, normalmente, pela sobrecarga.

Nessa condição, os tendões dos glúteos, que são os músculos do quadril, inflamam e podem causar dores intensas e bastante desconforto.

De acordo com o Dr. Maurício de Moraes, essa sobrecarga na maioria das vezes é decorrente da obesidade ou do excesso de peso.

Já em pessoas sedentárias, a sobrecarga nos tendões dos glúteos acontece por conta da perda de massa muscular.

Quando a tendinite glútea não é tratada, é comum haver desequilíbrio na musculatura, prejudicando, assim, as atividades mais simples do dia a dia.

“Essa patologia incomoda, pois, além da dor, limita os movimentos e gera desconforto para iniciar a marcha, subir e descer escadas”, destaca o médico.

A Terapia por Ondas de Choque, aliada a outros tratamentos não-invasivos, pode aliviar os incômodos recorrentes.

Tendinite patelar

A tendinite patelar ou joelho do saltador é uma inflamação/degeneração resultante da sobrecarga no tendão que une a patela (rótula) ao osso da tíbia na perna.

O problema é muito comum em atletas, mas pode afetar pessoas com excesso de peso, sedentárias ou aquelas que já têm artrite ou outras condições nas articulações.

De acordo com o ortopedista do COP, Dr. Samuel Cho, especialista em Joelho, os principais sintomas são dor, rigidez, sensibilidade ao toque e inchaço na área afetada.

“O tratamento também pode incluir a Terapia por Ondas de Choque, fisioterapia, repouso relativo, medicamentos, entre outros”, comenta o médico.

Tendinite dos fibulares e do tibial posterior

A tendinite dos fibulares é o processo inflamatório que acomete os tendões fibulares, que ficam atrás da fíbula, na lateral do tornozelo.

A patologia causa dor, inchaço e instabilidade na região lateral (fora) do tornozelo.

Já a tendinite do tibial posterior é a inflamação ou degeneração do tendão que sustenta o arco do pé.

Os sintomas são dor e sensibilidade na parte interna do tornozelo, podendo evoluir para o achatamento do arco do pé.

Entre as principais causas desses dois tipos de tendinite, estão a sobrecarga mecânica decorrente do excesso de peso, esforços repetitivos e alterações anatômicas no pé, como pé chato ou pé cavo.

De acordo com os médicos do COP, o tratamento inclui  o uso de medicações analgésicas e antiinflamatórias, fisioterapia, diminuição das atividades, etc.

Tendinite do calcâneo

Outro problema que pode ser agravado pela obesidade ou pelo sobrepeso é a tendinite do calcâneo.

Trata-se de uma condição que afeta o tendão do calcâneo, localizado na parte de trás do calcanhar e que liga os músculos da panturrilha ao osso do calcanhar.

Os principais sintomas são dor no pé, na parte posterior do calcanhar, rigidez especialmente no período matinal, inchaço e dificuldade para andar ou correr.

O tratamento também inclui o uso de anti-inflamatórios, repouso, fisioterapia,  Terapia por Ondas de Choque, entre outros.

Lombalgia

A dor na região lombar da coluna, conhecida como lombalgia, pode ter diversas causas, entre elas a obesidade.

De acordo com o ortopedista do COP, Dr. Fabrício Ueno, especialista em Coluna, o excesso de peso sobrecarrega os discos intervertebrais, as articulações e os músculos da região inferior das costas.

A dor na região lombar pode, inclusive, irradiar para os membros inferiores, como pernas e pés.

A doença costuma ser limitante do ponto de vista mecânico-postural.

Com isso, a pessoa pode sentir dor ao virar o tronco para o lado ou mesmo ao fazer movimentos simples, como rotação, extensão ou flexão.

Na maioria dos casos, o tratamento inclui analgésico, anti-inflamatório, repouso e, eventualmente, mudança de hábitos.

Já nos casos crônicos, ou seja, que não melhoram ou evoluem com piora progressiva, a recomendação pode ser cirúrgica.

“O paciente pode ser encaminhado para um procedimento intervencionista da dor ou mesmo para uma cirurgia”, afirma o Dr. Fabrício.

Para mais informações sobre diagnóstico e tratamentos, entre em contato com a equipe do COP e agende a sua consulta.

Fonte: Comunica – Assessoria em Comunicação