

Obesidade pode agravar problemas ortopédicos
O número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados de uma pesquisa divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde.
O levantamento da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), também revelou o crescimento significativo de outras condições, como diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão (31%).
Os resultados da pesquisa são preocupantes, pois revelam um retrato da população brasileira no que se refere a fatores de proteção e de risco para doenças crônicas.
Os médicos do Centro Ortopédico Paulistano alertam que a obesidade é um fator de risco para inúmeras doenças ortopédicas porque causa sobrecarga mecânica, principalmente, nas articulações.
“Em muitos obesos, há ainda o sedentarismo, que acentua a perda da massa magra, piorando esse desbalanço mecânico”, destaca o ortopedista do COP, Dr. Maurício de Moraes, especialista em Coluna e Quadril.
As principais patologias ortopédicas agravadas pela obesidade são:
Artralgias
Artralgias ou dores em uma das articulações podem ser causadas pela obesidade devido à sobrecarga mecânica.
O excesso de peso compromete a função articular, causando no paciente desde uma simples restrição de movimentos até uma limitação completa da mobilidade.
O tratamento atua na causa da dor, envolvendo uso de analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e repouso.
Em casos graves, pode haver necessidade de uma intervenção cirúrgica.
Tendinite glútea é uma das tendinites mais comuns na região do quadril e ocorre, normalmente, pela sobrecarga.
Nessa condição, os tendões dos glúteos, que são os músculos do quadril, inflamam e podem causar dores intensas e bastante desconforto.
De acordo com o Dr. Maurício de Moraes, essa sobrecarga na maioria das vezes é decorrente da obesidade ou do excesso de peso.
Já em pessoas sedentárias, a sobrecarga nos tendões dos glúteos acontece por conta da perda de massa muscular.
Quando a tendinite glútea não é tratada, é comum haver desequilíbrio na musculatura, prejudicando, assim, as atividades mais simples do dia a dia.
“Essa patologia incomoda, pois, além da dor, limita os movimentos e gera desconforto para iniciar a marcha, subir e descer escadas”, destaca o médico.
A Terapia por Ondas de Choque, aliada a outros tratamentos não-invasivos, pode aliviar os incômodos recorrentes.
Tendinite patelar
A tendinite patelar ou joelho do saltador é uma inflamação/degeneração resultante da sobrecarga no tendão que une a patela (rótula) ao osso da tíbia na perna.
O problema é muito comum em atletas, mas pode afetar pessoas com excesso de peso, sedentárias ou aquelas que já têm artrite ou outras condições nas articulações.
De acordo com o ortopedista do COP, Dr. Samuel Cho, especialista em Joelho, os principais sintomas são dor, rigidez, sensibilidade ao toque e inchaço na área afetada.
“O tratamento também pode incluir a Terapia por Ondas de Choque, fisioterapia, repouso relativo, medicamentos, entre outros”, comenta o médico.
A patologia causa dor, inchaço e instabilidade na região lateral (fora) do tornozelo.
Já a tendinite do tibial posterior é a inflamação ou degeneração do tendão que sustenta o arco do pé.
Os sintomas são dor e sensibilidade na parte interna do tornozelo, podendo evoluir para o achatamento do arco do pé.
Entre as principais causas desses dois tipos de tendinite, estão a sobrecarga mecânica decorrente do excesso de peso, esforços repetitivos e alterações anatômicas no pé, como pé chato ou pé cavo.
De acordo com os médicos do COP, o tratamento inclui o uso de medicações analgésicas e antiinflamatórias, fisioterapia, diminuição das atividades, etc.
Outro problema que pode ser agravado pela obesidade ou pelo sobrepeso é a tendinite do calcâneo.
Trata-se de uma condição que afeta o tendão do calcâneo, localizado na parte de trás do calcanhar e que liga os músculos da panturrilha ao osso do calcanhar.
Os principais sintomas são dor no pé, na parte posterior do calcanhar, rigidez especialmente no período matinal, inchaço e dificuldade para andar ou correr.
O tratamento também inclui o uso de anti-inflamatórios, repouso, fisioterapia, Terapia por Ondas de Choque, entre outros.
De acordo com o ortopedista do COP, Dr. Fabrício Ueno, especialista em Coluna, o excesso de peso sobrecarrega os discos intervertebrais, as articulações e os músculos da região inferior das costas.
A dor na região lombar pode, inclusive, irradiar para os membros inferiores, como pernas e pés.
A doença costuma ser limitante do ponto de vista mecânico-postural.
Com isso, a pessoa pode sentir dor ao virar o tronco para o lado ou mesmo ao fazer movimentos simples, como rotação, extensão ou flexão.
Na maioria dos casos, o tratamento inclui analgésico, anti-inflamatório, repouso e, eventualmente, mudança de hábitos.
Já nos casos crônicos, ou seja, que não melhoram ou evoluem com piora progressiva, a recomendação pode ser cirúrgica.
“O paciente pode ser encaminhado para um procedimento intervencionista da dor ou mesmo para uma cirurgia”, afirma o Dr. Fabrício.
Para mais informações sobre diagnóstico e tratamentos, entre em contato com a equipe do COP e agende a sua consulta.
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