Epicondilite lateral: conheça os sintomas, as causas e os tratamentos

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Conheça as causa da epicondilite lateral

Saiba mais sobre epicondilite lateral, também chamada de cotovelo de tenista

A epicondilite lateral, também chamada de cotovelo de tenista, é uma das doenças mais comuns que acometem a articulação que liga o braço ao antebraço.

Trata-se de uma lesão caracterizada pela dor na região lateral do cotovelo que pode piorar com alguns movimentos do antebraço, punho e até dos dedos.

Apesar de ser conhecido popularmente como cotovelo de tenista, o problema acomete somente 5% dos praticantes de tênis.

Isso significa que, na maioria absoluta dos casos, a doença é ocasionada por outros fatores, por exemplo, movimentos repetitivos e sobrecarga.

A faixa etária mais acometida por essa lesão nos tendões do cotovelo é entre 30 e 50 anos, ou seja, entre os adultos jovens.

Causas da epicondilite lateral

De acordo com os ortopedistas do COP, a causa exata da epicondilite lateral ainda é desconhecida.

“Acredita-se que o indivíduo acometido por esse problema tenha uma predisposição genética associada a movimentos repetitivos ou sobrecarga na musculatura extensora do antebraço”, afirmam os médicos.

Apesar de os trabalhadores braçais ou motoristas profissionais serem bastante propensos a desenvolver esse tipo de lesão, quem trabalha na frente de um computador, digitando durante muitas horas por dia, também pode apresentar o problema.

Segundo os ortopedistas do COP, a lesão tem sido bastante comum no home office por causa das condições ergonômicas inadequadas, como a falta de apoio para o braço na mesa ou cadeira, posição incorreta do teclado, etc.

No caso do tênis, a epicondilite lateral é mais comum entre os iniciantes ou praticantes de final de semana.

Também é frequente entre aqueles que não usam equipamentos adequados ou que não tiveram orientação para essa prática esportiva.

Acredita-se que até 50% dos tenistas novatos serão diagnosticados, em algum momento, com esse tipo de lesão no cotovelo.

“Além do tênis, outros esportes também merecem atenção, por exemplo, a musculação, o crossfit ou qualquer um que envolva arremesso”, pontua o ortopedista do COP.

Sintomas do “cotovelo de tenista”

O primeiro sinal do problema é a dor na região lateral do cotovelo, principalmente no osso mais saliente da articulação.

O quadro doloroso costuma ser insidioso, constante, podendo irradiar para o antebraço e dedos e incomodando mesmo na ausência de esforço.

Em alguns casos, a dor pode estar relacionada com a perda de força.

Para os médicos do COP, ao primeiro sinal de dor, a orientação é interromper a atividade e consultar um médico, pois sem o diagnóstico e o tratamento adequados, a doença pode se agravar.

O diagnóstico é feito a partir do histórico e da avaliação clínica do paciente.

Se necessário, o médico pode solicitar alguns exames, como ultrassom e ressonância magnética.

Tratamento conservador e prevenção

O tratamento da epicondilite lateral, na maioria dos casos, é clínico e consiste na adaptação da atividade que está causando o problema.

Se for relacionado à prática de tênis, por exemplo, pode ser necessário adequar o encordoamento da raquete, que demanda mais ou menos força do atleta, tamanho do grip, jeito de bater na bolinha, etc.

Para aqueles que realizam trabalhos braçais ou movimentos repetitivos, os médicos do COP orientam fazer exercícios de fortalecimento da musculatura para prevenir lesões no cotovelo.

O tratamento clínico também pode incluir o uso de anti-inflamatórios e fisioterapia nos estágios iniciais da doença.

“Em alguns casos, indicamos a aplicação de corticosteroides e medicamentos com ácido hialurônico, com foco regenerativo dos tendões”, afirma o médico do COP.

Outro tratamento inovador indicado para o “cotovelo de tenista”, que vem apresentando bons resultados entre os pacientes do COP, é a Terapia por Ondas de Choque.

Para saber mais sobre diagnóstico, tratamento e prevenção da epicondilite lateral, entre em contato com a equipe do COP.

Fonte: Comunica – Assessoria em Comunicação